Rumo Logística

Perfil

A Rumo Logística é composta de 4 concessões ferroviárias no Brasil, totalizando quase 13 mil km de ferrovias, cerca de 1000 locomotivas e 27 mil vagões, por meio dos quais a Companhia transporta commodities agrícolas e produtos industriais. A malha ferroviária opera em uma área responsável por aproximadamente 80% do PIB do Brasil, onde estão localizados 4 dos portos mais ativos do paíse por meio dos quais a grande maioria da produção de grãos do Brasil é exportada. Os resultados das operações no Brasil são reportados em duas unidades de negócio: Commodities Agrícolas e Produtos Industriais.

A unidade de Commodities Agrícolas é constituída por três principais fluxos de transporte: (i) Fluxos de exportação, que transportam soja, farelo de soja, milho, açúcar e trigo dos terminais localizados no interior para os portos de Santos, Paranaguá, Rio Grande e São Francisco do Sul, (ii) Fluxos de importação, que transportam principalmente fertilizantes e trigo dos portos para o interior e (iii) Fluxos para distribuição no mercado interno, que consistem no transporte de commodities agrícolas para suprir as demandas de produção nas diversas regiões do Brasil.

Em Produtos Industriais existem dois segmentos: Produtos Intermodais e Produtos Puramente Ferroviários. Os Produtos Intermodais incluem produtos que não eram historicamente transportados via ferrovia no Brasil, dado o nível de serviço requerido por estas operações, que estavam muito além do que era oferecido pelas ferrovias no passado. À medida que temos melhorado nos nossos indicadores operacionais ao longo dos anos, passamos a ter condições de capturar estes volumes, normalmente em um modelo de parceria com nossos clientes, onde o investimento necessário é compartilhado entre ambos. A dinâmica de crescimento nesta unidade baseia-se na capacidade da companhia de adicionar novos projetos ou de expandir os projetos já existentes. A unidade é composta de produtos siderúrgicos e madeira, papel e celulose, produtos alimentícios e contêineres.

Em Produtos Puramente Ferroviários temos uma situação diferente, dado que mesmo antes da privatização esses produtos eram amplamente transportados por ferrovia. A unidade consiste no transporte de produtos de construção civil, óleo vegetal e combustível, que atualmente são transportados quase exclusivamente por ferrovia em nossa área de atuação. A grande participação de mercado que temos neste segmento nos deixa sujeito ao desempenho do mercado, e esperamos que o crescimento nesta unidade seja em linha com o PIB brasileiro no longo prazo.

Histórico
  • Em março de 1997, a ALL obtêm o direito de explorar com exclusividade a infraestrutura ferroviária na Malha Sul brasileira
  • Em dezembro de 1998, passa a operar a parcela sul da Malha Paulista, localizada no Estado de São Paulo
  • Agosto de 1999, se dá o início da exploração de duas grandes malhas ferroviárias nas regiões centro e nordeste da Argentina
  • Julho de 2001, a ALL compra os ativos operacionais da Delara, uma das maiores companhias brasileiras de logística e transporte rodoviário
  • Em maio de 2006, a ALL ganha a concessão da Brasil Ferrovias e Novoeste Brasil
  • Em junho de 2013, o governo argentino anuncia a estatização das duas malhas de concessão da ALL no país.

A ALL desenvolveu um sistema logístico baseado na operação ferroviária. Desde a desestatização da Malha Sul em 1997, e a aquisição das Concessionárias Argentinas em 1999, a ALL obteve importantes melhorias:

  • Desempenho Financeiro: Desempenho Financeiro: na ALL Operações Ferroviárias do Brasil, de 1997 a 2011, (a) o volume transportado medido em TKU cresceu em média 15,1% ao ano; (b) a receita bruta cresceu 22,2% ao ano, atingindo R$ 2.207,8 milhões em 2011; e (c) o EBITDA cresceu 43,6% ao ano, atingindo R$ 1.425,7 milhões em 2011.
  • Tecnologia: a ALL desenvolveu e instalou computadores de bordo utilizando sistemas de GPS e transmissão de dados por satélite em quase toda frota de locomotivas, resultando num aumento do nível de segurança e confiabilidade das operações. Além disso, foi desenvolvido um sistema operacional próprio para otimizar os serviços prestados. Atualmente, 100% da frota de locomotivas da ALL utilizam esta tecnologia.
  • Segurança: a ALL melhorou seus índices de segurança, tornando-se um dos operadores ferroviários mais seguros do Brasil. Utilizando os critérios da U.S. Federal Railroad Administration (FRA), ela estaria classificada entre as operações mais seguras nos Estados Unidos, até mesmo superando os níveis de segurança de determinadas Ferrovias Classe I americanas.
  • Cultura Corporativa: a ALL criou uma cultura voltada para resultados, sendo a única companhia concessionária de serviço público, tanto no Brasil como na Argentina, a figurar mais de uma vez como uma das melhores empresas para se trabalhar, conforme os rankings da EXAME e APERTURA, duas das mais bem-conceituadas publicações de negócios no Brasil e na Argentina, respectivamente.
Estratégia/Projeções

A estratégia da ALL é orientada pelos mesmos cinco princípios básicos que têm impulsionado o seu crescimento nos últimos dez anos:

  • Concentrar o Crescimento onde a ALL tem uma Clara Vantagem Competitiva. A ALL planeja atender mercados e corredores ferroviários/intermodais específicos para aumentar a sua participação de mercado junto a clientes tradicionais de ferrovias que têm, no Brasil, historicamente, utilizado caminhões como principal meio de transporte. A ALL planeja também aumentar sua participação de mercado junto a clientes de produtos industriais, para os quais seus serviços intermodais representam um meio de transporte mais eficiente do que o transporte por caminhões
  • Manter Rígidos Controles de Custos. A ALL pretende continuar mantendo a mesma disciplina de custos que tem demonstrado desde a desestatização, ao mesmo tempo em que busca um significativo crescimento em volume e receitas. As principais iniciativas incluem a utilização de programas que controlam o consumo de combustível e a identificação de fornecedores alternativos de produtos derivados de petróleo
  • Cumprir os Compromissos Acordados com os Clientes. A ALL considera que cumprir os compromissos acordados com seus clientes tem sido uma das bases de seu crescimento e da confiança que vem sendo depositada em sua operação. Seguindo esse princípio, desenvolveu em parceria com seus clientes uma ampla infra-estrutura logística em torno de sua malha ferroviária e vem assinando contratos comerciais de longo prazo para disponibilização de vagões com seus clientes
  • Maximizar a Utilização de Ativos e o Retorno sobre o Capital Empregado. Para otimizar a lucratividade e o retorno sobre capital investido, a ALL empregará programas de maximização do uso dos ativos na malha ferroviária e continuará os investimentos na eliminação de gargalos, buscando adequar as aquisições de equipamentos à demanda esperada

Perspectivas para 2012:

  • Na preparação para 2012, nosso plano de investimento está avançando conforme planejado
  • Nossos investimentos em via permanente, infraestrutura de terminal e tecnologia deixam a Companhia preparada para o início da safra. Nossos projetos de produtividade estão de acordo com o cronograma e esperamos que 2012 seja outro ano de crescimento de volume por meio de ganhos de produtividade, com adição marginal de material rodante
  • Devemos concluir a construção de nossa nova ferrovia até Rondonópolis no final do ano, criando condições para que a ALL atinja um fluxo de caixa positivo em 2013. Em termos de mercado, iremos enfrentar um cenário mais difícil em commodities agrícolas no sul, quando comparado a 2011, uma vez que a safra foi afetada por secas. No entanto, a produção total de grãos no estado do Mato Grosso deve crescer. No segment industrial, a produção no Brasil deve recuperar após o fraco desempenho registrado em 2011
  • Neste contexto, esperamos um crescimento no volume transportado pela ALL e a nossa previsão de CAPEX para o crescimento orgânico do negócio em 2014 deve ser entre R$900 milhões e R$950 milhões.

*Não inclui os investimentos no Projeto Rondonópolis.

Aviso Legal
As declarações e informações sobre o futuro não são garantias de desempenho. Elas envolvem riscos, incertezas e suposições porque se referem a eventos futuros, dependendo, portanto, de circunstâncias que poderão ocorrer ou não. Os resultados futuros e a criação de valor para os acionistas poderão diferir de maneira significativa daqueles expressos ou sugeridos pelas declarações com relação ao futuro. Muitos dos fatores que irão determinar estes resultados e valores estão além da capacidade de controle ou previsão da ALL.

Setor de Atuação

Entre 1991 a 1998, as ferrovias estatais no Brasil foram divididas em malhas independentes e, posteriormente, objeto de desestatização, através da celebração de contratos de concessão, conferindo às concessionárias o direito de explorar com exclusividade a infraestrutura ferroviária nas suas respectivas malhas. As concessionárias atuam em áreas geográficas distintas, não concorrendo diretamente entre si. Na grande maioria dos casos, o seu principal concorrente é o transporte rodoviário.

O modo ferroviário é indicado para o transporte de grandes volumes de carga e de longa distância. Esse modo também é seguro, econômico e pouco poluente.

Diante das características geográficas e econômicas do Brasil, que exigem um transporte por longas distâncias e para grande produção de commodities (produtos de baixo valor agregado e considerado volume), esse modo de transporte pode ser amplamente explorado, tendo assim oportunidade para desempenhar importante papel na economia nacional.

Atualmente, o Sistema Ferroviário Brasileiro totaliza 30.051 km de extensão, distribuído pelas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, atendendo parte do Centro-Oeste e Norte do país.

A malha brasileira é a sétima maior do mundo em termos de transporte de carga, com 292 bilhões de TKUs transportados em 2011. Todavia, a atual infraestrutura não é suficiente para atender a demanda por transporte ferroviário. A densidade das vias ferroviárias no Brasil é aproximadamente 15,3 vezes menor que nos Estados Unidos e muitos corredores já operam em sua capacidade máxima.

A demanda por transporte ferroviário no país tem sido historicamente maior do que a capacidade dos respectivos sistemas. As restrições das empresas estatais em investir em locomotivas, vagões e nas linhas da rede ferroviária foram os principais responsáveis pelas limitações de capacidade. Como conseqüência, o setor ferroviário, possui uma pequena participação na matriz de transporte de carga, respondendo por apenas aproximadamente 20,7% no Brasil, dos serviços de transporte de carga prestados nesses países, comparado com, aproximadamente, 43% nos Estados Unidos e 46% no Canadá.


Fonte: CNT - Boletim Estatístico Agosto 2012

De uma maneira geral, as concessionárias ferroviárias brasileiras não atendem o transporte de passageiros, pois este em sua maioria não foi privatizado, permanecendo, ainda, sob o controle do governo federal.

O setor de transporte ferroviário brasileiro é fiscalizado pela ANTT, cuja competência inclui, dentre outros, a administração dos contratos de concessão e arrendamento, a fiscalização do cumprimento das cláusulas contratuais de prestação de serviços ferroviários e de manutenção e reposição dos ativos arrendados e da atuação das concessionárias.


Fonte: CNT - Pesquisa Ferroviária 2011
Indicadores do Setor

Desde a desestatização, melhorias significativas foram efetuadas nas malhas ferroviárias como consequência dos investimentos em linhas e na infraestrutura.

Por parte das concessionárias, iniciou-se um processo de alocação de recursos e a realização de investimentos significativos no setor ferroviário. Esses investimentos resultaram em uma malha ferroviária mais segura e eficiente, proporcionando um aumento da demanda pelo transporte ferroviário. A participação do capital privado nas ferrovias promoveu aumento significativo nos investimentos, totalizando cerca de R$ 24 bilhões no período de 1997 a 2010, contra R$ 1,3 bilhão da União no mesmo período. Para ilustrar, os investimentos feitos entre 1997 e 2010 contribuíram para o aumento de 103% na produção ferroviária nacional, medida em TKU (Tonelada Quilômetro Útil). No mesmo período, o acréscimo de produção de cargas gerais foi de 148,4% e para o minério de ferro e o carvão mineral, o crescimento foi de 91,9%.


Fonte: CNT - Pesquisa Ferroviária 2011

No mesmo período entre 1997 e 2010, os indicadores de acidentes apresentaram queda de 78,7%, sendo esse aspecto extremamente importante por envolver as comunidades que convivem às margens das linhas férreas. O valor obtido aproxima-se do parâmetro internacional, estabelecido entre 8 e 13 acidentes por milhão de trem.km. Observasse, contudo, que houve um leve aumento do índice de acidentes, causado pela maior aglomeração das comunidades lindeiras ao longo das ferrovias.


Fonte: CNT - Pesquisa Ferroviária 2011

As cargas tipicamente transportadas por trem no Brasil incluem: soja e seus derivados, minério, produtos metalúrgicos, grãos, cimento e cal, fertilizantes, derivados de petróleo e produtos industriais como ferro, produtos do aço, materiais de construção, papel e celulose, produtos químicos e petroquímicos, produtos de limpeza, materiais elétricos/eletrônicos, produtos e peças automotivas, materiais de embalagem, bebidas, combustível, carvão mineral e seus detritos, bem como containeres de todos os tipos. No Brasil, dez itens respondem por cerca de 85% de toda a carga transportada. O minério respondeu por cerca de 73% de toda a carga transportada pelas ferrovias no Brasil em 2010.


Fonte: ANTT - Relatório Anual 2010
Mapa de Atuação

Mapa da Malha Ferroviária ALL

Vantagens Competitivas

A ALL acredita que suas principais vantagens competitivas incluem:

  • Malha Ferroviária Dominante em Regiões Estratégicas. A A ALL opera a malha ferroviária mais extensa da América Latina, com área de cobertura englobando mais de 80% do PIB do Brasil. Além disso, a malha está conectada a quatroportos que, em conjunto, são responsáveis pela grande maioriadas exportações anuais de grãos do Brasil.
  • Serviços Confiáveis e Eficientes de Logística Integrada, Baseados na Malha Ferroviária. A ALL oferece uma ampla gama de serviços de logística de frete para transporte de cargas de grandes volumes e distâncias, combinando as vantagens econômicas da ferrovia com a flexibilidade do transporte por caminhão e a confiabilidade da moderna tecnologia, que são aspectos integrantes de suas operações intermodais.
  • Potencial de Crescimento Significativo. Dadas as limitações de capacidade ferroviária e intermodal no Brasil, a ALL acredita que pode aumentar significativamente a sua participação no mercado de transporte de carga nos corredores e segmentos em que atua. As vantagens de custo do transporte ferroviário para médias e longas distâncias, aliadas à flexibilidade dos serviços intermodais, devem atrair mais negócios de clientes que atualmente não utilizam plenamente os serviços ferroviários e intermodais à medida em que a ALL expanda a capacidade de sua malha ferroviária.
  • Sólida Base de Clientes. A ALL mantém sólidas relações com seus clientes, que incluem (a) as grandes companhias de comércio de grãos e processamento de alimentos, tais como Bunge, Cargill, ADM e Coinbra-Dreyfus; (b) grandes companhias de petróleo, como Shell, Texaco, ExxonMobil, Repsol-YPF, Petrobras; e (c) grandes companhias industriais, como White Martins, Scania e Votorantim. Esses relacionamentos foram de suma importância para atrair diversos investimentos desde o início das operações ALL, após a desestatização, que foram feitos exclusivamente pelos clientes em material rodante (vagões e caminhões) e terminais.
  • Cultura Voltada para Resultados e Administração Profissional. A ALL implementou uma cultura corporativa voltada para resultados, com uma clara visão, sólidos valores e metas articuladas. A ALL desenvolveu um programa agressivo de remuneração variável baseado no conceito de valor econômico agregado (EVA). Nos últimos sete anos, a ALL investiu significativamente no treinamento de seus funcionários, inclusive implementando a metodologia "Seis Sigma". Os principais membros da equipe de administração participam de um Plano de Opção de Compra de Ações, descrito neste Website, concebido para alinhar os seus interesses com os dos acionistas da ALL.
Resultados
Release de Resultados
13/11/2012 Release de Resultados 3T12
14/08/2012 Release de Resultados 2T12
14/05/2012 Release de Resultados 1T12